Notícias, muitas
É, fazia já bastante tempo que não boto a mão no meu próprio blog, que encontrei algumas teias de aranha ali no cantinho. Primeiro gostaria de perguntar a você: como foram os primeiros dias de 2009? Espero que tudo tenha transcorrido bem, sem sustos e surpresas.
Pois bem, vou começar esse post relatando os primeiros percalços que o novo ano me reservou. Dia 8, logo depois do Natal ortodoxo, fui ao centro trocar uma parcela dos meus traveller cheques. Até aí normal, como das outras vezes. Como já eram 6 da tarde, resolvi ir a um shopping local jantar. Depois de manggiare, resolvi voltar para casa. E assim foi. Chegando ao dormitório, reparo que a carteira está bem mais vazia do que antes. Eis o susto: todo o dinheiro trocado havia sumido! Vasculhei a casa inteira, afinal, não era possível que toda aquela quantia havia simplesmente evaporado! Mas a busca foi em vão: eu tinha sido roubado.
Até hoje não sei exatamente como e quando esse crime aconteceu, mas suspeito que tenha sido dentro do metrô, que por sinal estava bem cheio.
Três dias depois, ainda mal recuperado da perda material e do baita susto, alguns amigos me chamaram para ir a um bar. Pensei: vou levar desta vez bem menos dinheiro e só os cartões, para eventuais gastos lá. Dito e feito. O problema é que, na volta, já quase manhã, estava extremamente cansado e acabei coxilando no metrô (pois estava sentando e com a cabeça encostada na parede). Chegando na minha estação, percebo um vazio no meu bolso. Não pode ser! A carteira sumiu!!!! Entrei em pânico, avisei aos guardas que estavam por ali, e talvez pelo meu desespero, não conseguiram me entender bem. O sono que tinha até havia pouco tempo tinha desapareceu, dado o pânico que me tomou por completo. Não conseguia me conformar: como eu não percebi o roubo, e DE NOVO! Sofri muito nos dois primeiros dias, tanto que, me tranquei no quarto e de lá não quis mais sair. Estava mais do que apavorado. O que eu perderia depois? O resto do dinheiro? Ou, pior ainda, o passaporte??
Foi somente após a longa chamada telefônica com os meus pais que respirei um pouco e comecei a raciocinar e recuperar um pouco da auto-estima. Naquela exata hora eu precisava de uma voz que me compreendesse a situação e que me mostrasse as soluções adequadas para sair do apuro.
As perdas materias foram bem consideráveis. Em dinheiro vivo, perdi uma quantia que me sustentaria facilmente durante um mês. Na carteira estavam meus cartões de crédito (com senha, pelo menos), e a minha carteira de motorista, único documento original que porto. Chegando ao Brasil, a primeira providência será obter a bendita segunda via desse documento. Não quero voltar a ser só pedestre!
Hoje já me superei consideravelmente esses desastres sucessivos, tenho ciência que foram lapsos lastimáveis, e espero que, se for repetir (e espero que não), que seja não durante uma viagem e num país tão distante como este.
Outro problema que tive foi a extensão do visto, que em janeiro, demorou mais do que devia. Até o dia 13 deste mês, não pude sair de Moscou devido à falta de um documento, uma espécie de passaporte interno, um sinistro resquício dos tempos soviéticos. É uma forma de controlar o movimento interno da população do país, e em Moscou, especialmente, esse controle é bem rígido. Com esse sistema, eles regulam a saída e especialmente a entrada de pessoas na cidade (pelo que entendi, é necessário ter algum tipo de vínculo com alguma instituição para obter esse registro, o que significa, se o sujeito for um desocupado, ou ele não poderá vir a morar em Moscou). Enfim, sem esse documento não era possível sair de Moscou (ou melhor, da região metropolitana). É o espetáculo do direito de ir e vir.
Diante disso, mees principais passeios nesse meio-tempo se limitaram, naturalmente, a Moscou. De vez em quando para uma cidade próxima, dentro de um raio não maior que 100km. Mas graças a Deus isso passou...
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