Terve!
Ou simplesmente "olá", em finandês. Cheguei agora há pouco em Helsinki, capital da Finlândia. Terra do Papai Noel, da Tarja Turunen, da Nokia, Raikkonen e de outras personalidades com nomes bizarros.
Aliás a palavra que resume a sensação de atravessar a fronteira russo-finlandesa é choque.
Atravessar a fronteira foi algo (muito) bem mais fácil do que eu pensava. Apesar de ser parte da fronteira Rússia/ União Européia, o controle foi extremamente "ameno". Primeiro, tanto no lado russo como no finlandês, nem tocaram na minha mochila, nem se preocuparam de saber quanto de dinheiro eu levava e tals. Só perguntaram o tempo que eu ia ficar aqui. Na Rússia o guarda fez umas perguntas, mas em relação à faculdade onde estava estudando (de alta reputação, pelo menos no país).
Abrindo parênteses, quem já foi para a Argentina deve ter passado por situações bem desagradáveis. Do tipo, no vôo em direção a Buenos Aires, o dato de as aeromoças terem de passar um spray no ar para impedir a proliferação, no sagrado ar puro argentino, de micróbios e outros bichinhos safados (que proliferam no ar brasileiro). E na fronteira terrestre a situação não é melhor. Isso porque compartilhamos o MERCOSUL. Enfim, nada disso entre Finlândia e Rússia, países que estavam em lados opostos na II Guerra e durante a Guerra FRia eram desconfiados um do outro. Um é membro da União Européia, o outro não. Ok...
Outra coisa qe chama atenção no momento em que cheguei a Helsinque é, apesar de ser a capital do país, parece ser bem pacata, tranquila, sem os congestionamentos rotineiros com os quais estou muito bem acostumado (tanto em SP quanto na própria Rússia. Aliás, Moscou não fica muito atrás da capital paulista no quesito trânsito caótico).
Helsinque é definitivamente outra coisa. O clima aqui tzmbém é bem mais ameno do que em Moscou. Meu maior receio, no entanto, é que a temperatura aqui encontra-se (no momento), em torno de 0°C. OU seja, perigo nas ruas: a água pode congelar e derreter no mesmo dia, fazendo com que se forme gelo (em russo gololyôd) no chão. O que isso significa: escorregões e prováveis tombos. Não, aquelas cenas dos russos caindo hilariamente no chão não é (somente) culpa da vodka.
Outro choque, esse de verdade mesmo: a língua finlandesa. Imagine o idioma dos ETs. Sim, o finladês poderia ser considerado um. Eu vi uma palavara aqui que era uma frase inteira (deveria ter umas 30 letras). Normal. Pelo menos eles falam inglês, alguns inclusive russo :D
Ficarei por aqui durante dois dias, num albergue que fica praticamente dentro do Estádio Olímpico. Instalações satisfatórias.
Por fim, há uma diferença drástica entre a Rússia e a Finlândia. Na primeira, uma espécie de Brasil polar: pessoas pedindo esmola, Ladas e similares (praticamente 70% da frota nacional), barro congelado na calçada. Na segunda, trânsito mais organizado, motoristas respeitam pedestre, carros de marcas européias (se tiver lada, é por que é de algum russo passeando por aqui)
Mais fotos virão. Chequem meu facebook ou orkut. Ou os dois :)
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